Quem vê televisão e assiste os jornais, acredito que a maioria de vocês, tem visto as catástrofes por quais passam Alagoas e Pernambuco.
Há uns 20 anos, Caetano e Gil cantavam o preconceito racial aliado a pobreza dos negros, e pobreza dos pardos e brancos que por serem pobres eram tratados como "pretos".
Não tenho a genialidade dos dois baianos para de forma poética dizer que o Haiti é aqui até porque a comparação não é apenas ligada à miséria ou a cor das pessoas.
Como aconteceu no Haiti devastado pelo terremoto e que ceifou a vida de aproximadamente 200 mil pessoas, não havia branco ou negro e pobre ou rico, as chuvas que devastam Alagoas e Pernambuco não escolhem as cores ou classes sociais das vítimas. Não foi difícil ao ver as imagens da destruição pela força das águas e que uma moradora associou a uma Tsunami, lembrar do Haiti. Falo de cidades inteiramente destruídas pela força dos rios, cidades em que estima-se: 95% das casas tem sequelas dos alagamentos.
São comércios inteiramente destruídos, agências bancárias destruídas, falta de energia, alimentos e água (como sempre acontece nesses casos), mas uma coisa não deixa de faltar: solidariedade.
Uma imagem marcou todo esse drama, um homem que teve sua casa salva e seus eletrodomésticos salvos, tentava ajudar os outros e quando entrevistado pelo repórter chorou pelo desespero daqueles que tinham perdido tudo.
Em meio a violência que grassa no nosso País e permeia o nosso dia a dia, um gesto desse me faz crer no ser humano.
O Haiti é aqui porque lá nunca se preparou para um terremoto que não foi tão potente quanto o do Chile logo depois e aqui não nos preparamos para as enchentes anunciadas.
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